As multinacionais PwC, McKinsey, Boston Consulting Group, KPMG, Deloitte e EY são expostas nos “Luanda Leaks” por terem beneficiado de contratos milionários e, por atos ou omissões, contribuído para o império da filha do ex-presidente angolano.
Os mais de 715 mil documentos que detalham os esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, mostram também como uma vasta e influente rede global de empresas de consultoria e de contabilidade ajudou a acumular uma fortuna estimada em mais de dois mil milhões de dólares e a espalhá-la pelo mundo, de Hong Kong aos Estados Unidos, passando por Portugal.A investigação conduzida nos últimos meses por 34 órgãos de comunicação social pertencentes ao Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, que analisaram 356 gigabytes de dados, denuncia as principais consultoras do mundo, como a PwC, McKinsey, Boston Consulting Group (BCG), por “facilitarem” estes lucros gerados a partir da riqueza de um país e por “emprestarem a sua legitimidade” aos negócios que tornaram a filha do ex-presidente angolano na mulher mais rica de África.
